rnstp rnstp rnstp

POLÍCIA NACIONAL PROMETE INTENSIFICAR CAMPANHAS DE SENSIBILIZAÇÃO E ACÇÕES POLICIAIS PARA PREVENIR CRIMES VIOLENTOS

Escrito por  rnstp Mar. 03, 2017

Os crimes violentos tendem a aumentar em São Tomé e Príncipe.  A Polícia Nacional, preocupada com a situação, promete reforçar as acções de sensibilização junto às comunidades para inverter a situação que tem acarretado consequências para o Estado e as famílias das vítimas.

 

A preocupação foi revelada esta quinta-feira, dia 2, à Rádio Nacional pelo Segundo Comandante-Geral da Polícia Nacional, o Superintendente Kiakisiki Nascimento “KKK”.

“Devo dizer que a polícia tem encarado esta situação com muita preocupação. De facto nos últimos três a quatro meses isto já no final de 2016 e no começo de 2017 tem acontecido alguns casos de situação de crimes violentos que culminam normalmente no homicídio ou tanto danos físicos muito graves para as vítimas” –constatou o oficial superior da Polícia Nacional, acrescentando que “ isso tem causado alguma inquietação no seio da população e também essa situação obviamente trás uma grande preocupação para as autoridades policiais, nomeadamente, a Polícia Nacional e penso eu também a Polícia de Investigação Criminal”.

Face a ocorrência destes crimes no País, o Comando-Geral da Polícia Nacional, segundo o Superintendente Kiakisiki Nascimento tem “vindo a intensificar uma campanha de sensibilização, sobretudo juntos às comunidades no sentido de trabalhar na prevenção com as campanhas de sensibilização direccionadas para a violência doméstica, abuso sexual de menores, de crimes de violação etc, etc”.

“Temos vindo a trabalhar na prevenção, mas estamos convencidos que não tem sido suficiente. A mensagem tem passado mas o que se nota é que as vezes a atitude e o comportamento de alguns cidadãos tem sido de alguma violência situação que tem preocupado o próprio Governo. E a Polícia que tem portanto, atribuições e a responsabilidade nesta matéria não pode ficar indiferente com essa situação”—reconheceu o Segundo Comandante da Corporação Policial alertando que “do ponto de vista do crime geral a situação tem estado estagnada com uma tendência a diminuir”.

“O que tem acontecido é algum aumento do crime violento. Só que de facto estes tipos de crimes cria alguma inquietação, algum sentimento de insegurança nas populações e obviamente causa uma grande preocupação a Polícia Nacional” reafirmou Kiakisiki Nascimento, ressaltando que vários são os factores que    concorrem para esta prática de crimes.

“Basicamente o que temos vindo a analisar é o consumo excessivo de álcool e não só de algumas substâncias psicotrópicas também têm vindo a ser apontado como factores ou causas que estão por detrás destes crimes. Para dizer que grande parte dos agressores, normalmente são pessoas que consomem com alguma regularidade o álcool em quantidade excessiva. Mas, existem outros factores, os chamados factores sociais. Eu também devo alertar que grande parte desses crimes que aconteceram são crimes passionais. São crimes que acontecem dentro de casa o que a polícia neste âmbito tem o grau de intervenção muito limitado porque acontecem como disse dentro das habitações das pessoas, na vizinhança e obviamente que a polícia não está lá para rapidamente pôr cobro a situação. Normalmente somos alertado pela população, pelos denunciantes que nos informam e quando nós lá chegamos o crime já aconteceu e há uma vítima mortal ou uma vítima que está gravemente ferida ou com danos físicos bastante graves” –explicou o responsável policial.

Em termos de acção policial, K. Nascimento, defende o reforço de campanhas de sensibilização nas comunidades, onde a maior  parte dos crimes são  cometidos. Recordou como exemplo disso “os casos mais sonantes” e aconteceram este ano na Cidade de  Neves (Distrito de Lembá) e na Vila de Conde (Distrito de Lobata).

“São dois casos mais graves que tivemos ainda no início deste ano que nos deixa preocupados. Quero dizer também que casos  de violação têm acontecido. Vamos intensificar as campanhas de sensibilização nas comunidades e as nossas acções policiais” -concluíu, lançando um repto à população para denunciar situações entre famílias, entre parceiros e a vizinhança em que há um alarme de violência doméstica ou duma situação propensa a um conflito entre duas ou mais pessoas para que a polícia possa agir, preventivamente, notificando as vítimas e tentar mediar o conflito, sobretudo no caso de violência doméstica, onde existe um Centro de Aconselhamento Contra a Violência Doméstica que é um parceiro da polícia, e com o qual coopera, institucionalmente, evitando assim que haja vítimas mortais.    

Comentar


Código de segurança
Atualizar

  1. Popular
  2. Favorito
  3. Comentado

Ligue-se a nós

Calendário das Publicações

« Dezembro 2017 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31

Filtrar por temas