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MINISTRA DA SAÚDE DEFENDE EM GENEVE (SUÍÇA) A REFORMA PROFUNDA DO SISTEMA NACIONAL PARA RESPONDER AOS NOVOS DESAFIOS...DE SAÚDE

Escrito por  rnstp maio 24, 2017

O antigo ministro da Saúde etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus foi eleito esta quarta-feira, em Geneve, Suíça,  Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Tedros Adhanom Ghebreyesus, que assumirá as funções a 1 de Julho, venceu o britânico David Nabarro, na ronda final de votações na Assembleia Mundial da Saúde, que se reúne anualmente em Genebra.

O novo líder da OMS, que irá suceder a Margaret Chan, no cargo há dez anos, será o primeiro africano e o primeiro profissional que não é médico a chefiar a agência das Nações Unidas.

O antigo ministro da Saúde e dos Negócios Estrangeiros da Etiópia, de 52 anos, liderou as três rondas de votações, obtendo 133 votos na última, contra os 50 votos conseguidos por David Nabarro, médico e conselheiro especial do Secretário-Geral da ONU para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as Alterações Climáticas.

Compete à Assembleia Mundial da Saúde, na qual participam delegações dos estados-membros da OMS, eleger o Diretor-Geral.

Entretanto, a Ministra da Saúde, Maria de Jesus Trovoada dos Santos ao proferir o seu discurso na Septuagésima (70ª) Sessão da Assembleia-Geral da OMS, que se realiza na capital helvética, aproveitou a oportunidade para felicitar o Dr. Tedros como novo Director-Geral da OMS e à Dra Margareth Chan pela sua liderança e dedicação durante os anos em que esteve a frente dessa organização.

“São Tomé e Príncipe ao longo dos tempos apreendeu e muito, particularmente com a cooperação multi e bilateral. E, nesta perspectiva, o Governo de São Tomé e Príncipe decidiu progredir para além do seu instinto, de forma a assumir a sua verdadeira vontade”— destacou a Ministra da Saúde, evocando “a moral Kantiana que cada um de nós tem a sua vontade e, vivemos em função dessa vontade articulada com a razão virada para a vida. É a nossa ambição romper definitivamente com os modelos e as atitudes menos abonatórias do passado. A vontade do meu País é cultivar com dignidade o que reunimos, aprendemos e acumulamos ao longo dos tempos, combinado com as vantagens que jogam a nosso favor”.

Segundo a cientista Maria de Jesus Trovoada dos Santos, “a visão do futuro de São Tomé e Príncipe, é pensar como será a vida, a saúde, em suma, o seu desenvolvimento amanhã. E, nessa reflexão é feita hoje. Feita nas condições, com as ideias, competências e limitações de hoje e com o desconhecimento sobre as variáveis que incidirão sobre o nosso desenvolvimento amanhã. Daí que, a nossa estratégia de desenvolvimento no horizonte 2030 é arrojada e confiada. Mas, necessária para que saibamos onde chegaremos”.

Acrescentou que “o Governo de São Tomé e Príncipe tem um forte compromisso com o Sistema Nacional de Saúde do seu povo. Entendemos indispensável ter uma estratégia eficiente e eficaz que resulte na maior e autêntica protecção de todo o cidadão”, precisando que “a aposta do Governo é a reforma profunda do Sistema Nacional de Saúde capaz de responder aos desafios que a atenção aos cuidados de saúde da população de São Tomé e Príncipe nos ordena”.

“A aposta do Governo nessa área de desenvolvimento como noutras, o nosso intenso desejo, o nosso autêntico desafio está na formação dos sãotomenses, particularmente na saúde, em diferentes territórios do saber. A formação em diferentes áreas é a condição para conceder São Tomé e Príncipe o desenvolvimento sustentável muito ambicionado”—sublinhou ainda a titular da pasta da Saúde, recordando os progressos significativos conseguidos em São Tomé e Príncipe no combate contra o paludismo.

“Recebemos por três anos consecutivos o prémio ALMA. Temos bons indicadores de vacinação, tal como baixa taxa da morte materna infantil, saúde infantil, entre outros” — recordou  afirmando que o País sofre actualmente alguns problemas de saúde como a hipertensão arterial, diabetes, alcoolismo e suas consequêncas como acidenete de viação, maus tratos e outros.

Ao traçar o quadro sanitário actual avançou que “no último trimestre do ano 2016 e o primeiro trimestre deste ano, o meu País teve um aumento significativo de números de casos da chamada  - Celulite Necrotizante” – e que “graças a colaboração imediata dos nossos parceiros multilateral como a OMS e bilateral- Portugal, neste momento temos a situação claramente controlada”.

A Ministra Sãotomense da Saúde, reconheceu e agradeceu de forma “inequívoca”, o papel importante de alguns parceiros como a OMS, o PNUD/Fundo Global, Portugal, Brasil, GAVI, UNICEF e a União Europeia no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe e lançou um repto parav uma maior sensibilidade, compreensão, intervenção e articulação das vontades desses parceiros com as vontades dos Estados.

Concluíu, afirmando que “o mundo mudou, mudou a cooperação e mudou a forma de cooperar”.

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