Manuel Costa Carlos, Secretário-Geral reeleito da UGT-STP. Manuel Costa Carlos, Secretário-Geral reeleito da UGT-STP.

PM encoraja as centrais sindicais a criticar, aconselhar e sugerir quando necessário.

Escrito por  rnstp Set. 04, 2017

Manuel Costa Carlos foi reeleito Secretário-Geral União Geral dos Trabalhadores (UGT-STP). A eleição aconteceu durante o V Congresso Ordinário desta Central Sindical, realizado este Sábado, dia 2, no Cinema Marcelo da Veiga e que decorreu sob o tema “diálogo, trabalho com direitos e liberdades sindical”.

 

Neste V Congresso Ordinário da UGT-STP foram eleitos a nova direcção da organização, alterados os estatutos e aprovado novo plano de acção para os próximos anos.

Na abertura deste evento, Costa Carlos, na circunstância,  Presidente da Comissão Organizadora do V Congresso Ordinário da UG-STP descreveu “a importância do sindicalismo na luta pelos direitos dos trabalhadores” e apontou que “o trabalho e o salário digno continuam a ser as principais reivindicações dos trabalhadores”.

Costa Carlos denunciou igualmente o surgimento de sindicatos falsos, “sindicatos amarelos”, e pediu aos delegados para estarem unidos na luta das causas sindicais.

Entretanto, o Secretário-Geral da Organização Nacional dos Trabalhadores–Central Sindical (ONTSTP-CS), João Tavares, ao discursar de improviso no V Congresso da UGT-STP, reafimou que “é preciso haver mais diálogo no Conselho de Concertação Social para se encontrar soluções para os problemas que hoje afectam os trabalhadores”.

Abertura deste congresso da UGT-STP contou também com a presença do Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada. Patrice Trovoada agradeceu primeiro, o convite que lhe fora dirigido para estar presente na cerimónia de abertura do V Congresso Ordinário da UGT-STP e considerou que “este gesto vem simbolizar a qualidade das relações entre o Governo e o mundo sindical, impregnadas pelo respeito mútuo, o espírito de parceria e de diálogo franco, elementos absolutamente necessários na busca incessante de melhorias para as condições de vida da classe trabalhadora e de todos os nossos compatriotas em geral”.

Para o Chefe do Executivo “a oportunidade de dirigir uma mensagem ao 5º Congresso da UGT, cujo o lema está em torno dos direitos e da liberdade sindical, permiti-me reafirmar que este direito fundamental e reconhecido constitucionalmente tem sido e será sempre respeitado pelo Governo, quer na sua vertente individual quer na sua vertente colectiva”.

Patrice Trovoada é de opinião que “o aprofundamento da nossa Democracia social passa necessariamente pelo aumento do espaço de liberdade do trabalhador em aderir ou não a um sindicato da sua escolha e em criarem os sindicatos e organizações profissionais que entenderem”.

Precisou que “ a nível da Concertação Social, muitos são aqueles que pensam que os parceiros empregados e empregadores são aqueles que estão mais indicados para discutirem das questões sócio-económicas que são objecto de interesses divergentes, e que aos Governos, cabe unicamente implementar os acordos encontrados.

Segundo o Chefe do Governo, “outras correntes de pensamento em matéria de concertação social consideram que os Governos e os Parlamentos são, enquanto emanações da vontade popular, os verdadeiros garantes do interesse geral e devem conservar a iniciativa e a liberdade no modelo de democracia social e de relações entre o trabalhador e o Patrão. Em sede de concertação social o Governo, em caso de desacordo na negociação paritária, guarda sempre a sua autonomia de decisão”.

Questionou ainda o facto de “o sector privado em São Tomé e Príncipe ser ainda muito pouco significativo em termos de média e grandes empresas”, reafirmando que “o lema do Governo tem sido de fazer crescer o sector privado para a melhoria da economia”.

Mostrou-se aberto a melhorar a Democracia Social não obstante a crise económica e financeira internacional, precisando que “mesmo em termos de índices de desenvolvimento não estamos no grupo dos piores países”.

Disse acreditar na melhoria das condições dos trabalhadores da Função Pública de forma a ter este sector mais eficiente, motivado e com melhores condições de forma a estar mais disponível para a prestação de serviço em prol do crescimento económico de São Tomé e Príncipe e encorajou a UGT e as demais centrais sindicais.

“Por ser minha convicção, encorajo a UGT e as demais centrais sindicais, sempre na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores, que não deixe de assumir igualmente as suas responsabilidades na defesa do interesse geral do País, conhecedora que são das nossas realidades, criticando quando necessário, mas não deixando também de aconselhar e de sugerir, quando necessário”— precisou.

A marcar também abertura do V Congresso Ordinário da UGT-STP, estiveram mensagens do Secretário-Geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN de Portugal) e do Secretário-Geral Adjunto da Confederação Sindical Internacional para África (CSI/África) e de várias outras agremiações sindicais que não puderam estar presentes no congresso.

Comentar


Código de segurança
Atualizar

  1. Popular
  2. Favorito
  3. Comentado

Ligue-se a nós

Calendário das Publicações

« Novembro 2017 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30      

Filtrar por temas